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LABIRINTO

Atravessei a rua, olhei...
O sol acima de minha nuca
Resplandecia, dizendo-me: - bom dia!

Não liguei, apertei os passos
Aonde chegar, não sabia ou não queria

Andei sem rumo e obediência
Sem paciência não ouvia, entendia...
O que me diziam

A noite foi chegando
Numa nuvem gigantesca que me engolia
Olhei para o céu, as estrelas reluziam...
Meus olhos não queriam contemplar
O que viam...

Vida,vida,
Onde encontrá-la?
Não sabia!

Consumindo cada segundo
Meu pensamento triste me enlouquecia...

Só em teus olhos enternecidos
Entre as estrelas me envolvia
Encontrava a luz, ousadia...
Para viver os desafios
Do meu dia

Procuro até hoje, o brilho suave, a certeza...
Por mais que peregrine pelas calçadas
Perco-me por labirintos, fujo da vida...
Encontro-me somente em teus olhos enternecidos
Que se fecharam para a vida

Margot Carvalho