Trajetória :: Livros :: Galerias :: Fotos :: Poemas :: Crônicas :: Pensamentos :: Links :: Contato

 

Enxugou meu pranto
Minha tristeza violou
O lixo transformado em flocos de neve
Suspenso ar, no espaço flutuou
Nos meus olhos, multicores, não se perderam das cores
A realidade modificou

A lua solitária, coberta de prata, desce mansa, doce
Cobrindo meu corpo de luz
Perde-se em minhas retinas
Levam-me ao delírio
Anunciando o amanhecer, soam os sinos
Inaudíveis... E em plena cavalgada
Estremecem meus sentidos
Fazendo-me desfalecer
Escorre por entre os meus dedos, a ilusão
Move-se o silêncio
Apagam-se as luzes para o dia amanhecer
Lua de prata, glamorosa
Não deixa o silêncio tomar vulto
Afagando a luz
Estremeça a voz do vento
Fira meus ouvidos, sentidos
Faça de mim um fantoche...
Mas não apague de minha memória, lembranças...
Que não quero esquecer

MARGOT CARVALHO