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VOA

Sem saber sequer a razão,
Involuntariamente
Anjos de luz alçam
voo...
Deixam para trás o rastro eterno da saudade
O sorriso doce, manso, maroto da infância

E na esperança viu-se a desesperança
No jardim de flores secas do outono

Voa, passarinho, voa...

Voa para a eternidade...
Descubra o teu ninho
E com a nova realidade
Liberto da maldade, da crueldade;
O caminho
Da “Paz” infinita
Encontrar

Voa, passarinho, voa o mais alto que puder
Acalenta a dor dos corações partidos
Traz de volta a esperança, o renascer...
Dor provocada,
Inexplicável ao entendimento
Do Ser

Voa, passarinho, voa...

No limiar da emoção... faz perder na lembrança
O rastro escarlate que permanece vivo
Nas retinas atormentadas...
A cena dantesca da crueldade

Voa, passarinho, voa...
Traz de volta o sorriso, a credibilidade
Um novo amanhecer, o renascer

Voa, passarinho, voa, alça teu voo mais alto, mas atrai,
A tua liberdade
Que se esqueça a dor, a decepção,
O desencanto, a desesperança,
E se não puder...
Por favor, empresta por algum tempo
A cada dia, a cada minuto, a cada segundo
“A ESPERANÇA” não deixa que ela pereça

Mas de fato, se possível não for...

Com a ternura de tuas próprias asas, em teu voo, soberano
Sem ninguém o perceber
Leva cada lágrima, desencanto, infelicidade, decepção...
Deixando apenas o rastro da doce saudade
Que para sempre viverá em cada coração

Voa, passarinho,
V...o...a...

Devora o pensamento atormentado
Da revolta, da ira...
Devolva em sentimento nobre,
O perdão

Voa, passarinho, voa...

Mas não se esqueça de cumprir
A
Tua
Missão
(Ho

(homenagem para as mães da tragédia)

Margot Carvalho