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DESIGUALDADE

Pensamentos voam com a velocidade da luz
Nada pode se modificar
A realidade presente sempre vem me consultar

Sou como a ave à noite
Que tenta se proteger
Se a tempestade é cruel
Morro, porque nada posso fazer

Sem teto nem parede, como posso sobreviver?
Quando no vazio da noite
A solidão bate pra valer
Piso na realidade sempre presente em meu ser
Por que não sou igual aos outros
E nem tenho o que comer

Nos meus olhos há esperança
Que tento não desperdiçar
O que faço, por favor ! se porventura acabar

A luz de um novo dia , agigantou-se em mim
Vou o lixo revirar e nele, algo encontrar
Não sou covarde eu sei,
Sou apenas um desventurado
E sou igual a você , que corre , brinca e pula
Com as mesmas necessidades
Pergunto então a vocês:
- Por que tanta desigualdade?

Margot Carvalho