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O POETA

Sinto-me morrer
Se as palavras me faltam
Meus pés sem apoio concreto
a navegar sem destino, cores, rimas, compasso...

Palpita o peito,a visão escurece
Sem rumo e vontade.
O sangue pulsa nas veias
Contrário a lealdade sem direção
Paira no ar
Sem saber onde chegar

E um profundo vazio se espalha em mim
Sem saber o caminho,
O meu peito sufoca
Sem vontade própria, sinto a morte chegar
Não tenho nas palavras, remédio preciso
Para a morte afastar

Ah! Quando me faltam as palavras!
Sinto a morte tão perto!

E sem a vida da vida não consigo sonhar!

Margot Carvalho