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FURTO

Furto tua boca, teus olhos e naufrago em meus sentidos
Volúpia louca...
Teu corpo divino e carente,
Encaixe perfeito para minhas emoções
Resposta de minha saudade a sussurrar
Entre gemidos, o mal o bem- querer
Remédio paliativo do meu viver

Não há o impossível, quando teus olhos se encaixam nos meus
Os lábios, pecado fremente colado nos teus
E o amor irreverente, inconseqüente, piedoso, carente...
Numa história que nem começou, acabou...

E nesse momento sublime, os nãos os sins... esquecidos
A verdade, a mentira, escondidos, entre lençóis? Gemidos!
A tua ternura, o meu viver...
A tua vida, o meu esquecer...

No momento da entrega total, o renascer!
Renascer a paixão escondida, desmedida
Fazer de conta que não há ilusão
Esquecer tua boca, teus olhos, teus gemidos, nossas vidas...
Entre lençóis corpos ardentes, carentes, inconsequentes...
Destino, desatino cruel...
A dor de não nos pertencer
Fruto proibido, chama acesa, do nosso viver

Margot Carvalho