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ACALENTO

Adentrando, o sol pela brecha ao alvorecer
Hora do sonho aquietar-se...
Em teus braços seguros e calientes
Em momento algum o desejaria perder

Acalentado o sonho da noite
Nos braços seguros, a felicidade me espera
Sem saber o que é certo, errado...
Todas as noites, fico a te esperar

Quero te amar...
Amar de verdade, sem a hipocrisia do dia
Entre quatro paredes, vivemos a sonhar
Irreal, proibido, desmedido...
Desnudo, irreverente e carente
A completa medida, desmedida
De tanto amor não queremos despertar

A razão trilha o mesmo caminho da emoção
E nas duas medidas, o devaneio acontece
Minhas mãos, meu mundo, todo o meu ser
Corpo e alma a te pertencer

Meu mundo? Você!

Porém, o que acontece, ao alvorecer?
Sem rota de pensamento...
Devaneios... todas as noites, em teus braços
Corpo e alma se desintegram
Tudo se transforma, somente um grande vazio...
Quando acordo, o tempo se dispersa e,
Não tenho você

Margot Carvalho