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O sexo frágil

“Eu queria mudar o mundo”.

Hoje, esta frase, escrita num muro qualquer, me balançou.

Eu também gostaria de mudar o mundo! Fazer algo importante e dizer: eu mudei o mundo.

Lembrei-me do fato que marcou para sempre a importância da mulher no mercado de trabalho, para que jamais fosse esquecida. E assim, sucessivamente, as lembranças foram aguçadas em mim.

Dia Internacional da Mulher! Dia marcado pela dor da violência dos homens contra mulheres indefesas que pleiteavam direitos: redução da jornada de trabalho de 14 para 10 horas, licença-maternidade, etc. Foram trancadas na fábrica de tecidos onde trabalhavam e queimadas vivas, em 1927. Como ideias não morrem, a partir daí, o poder da mulher cresceu a passos largos. Nas últimas três décadas, a força do trabalho feminino foi superior a quarenta por cento, em todos os setores.

Nas últimas pesquisas, ficou demonstrado que vinte e cinco por cento das mulheres sustentam suas famílias.

O homem, ultimamente, anda intimidado, acomodado e se esquecendo daquela frase idiota: “Mulher é para ficar em casa, cozinhar, lavar e passar.” O sexo frágil a cada dia mostra com garras a sua posição na sociedade, derrubando, na marra, todos os preconceitos machistas. Tapetes vermelhos lhe são estendidos e ela avança corajosamente, sem o medo de antes e ainda consegue ser bonita e atraente, um avião. É claro que ainda somos massacradas por salários mais baixos, mas numa última pesquisa, a história vem mudando quase de maneira drástica.

A capacidade feminina (a cada dia se mata um leão) vem assustando o sexo masculino, que se rende às artimanhas da mulher, muito mais detalhista e rigorosa consigo mesma.

Homens sob o comando das mulheres? Chiiiiiiiiii! São muitos!

A mulher é mesmo um avião. Voa para o trabalho, cuida dos filhos e arranja tempo para malhar, ser realmente um avião no sentido múltiplo da palavra.

Já os homens, quanto mais barrigudinhos e carecas, mais sensuais. Mas vá a mulher ter uma barriguinha! Logo é discriminada pela própria classe, que dela cobra: comer alface, tomate, legumes, carnes e peixes, sempre grelhados. Uma tortura! E se, nos finais de semana, libera-se um pouco, ainda ouve dele: “Querida, cuidado, vai engordar!” Mas a mulher é masoquista e sofre, sofre, sofre, mas prova sua igualdade. Nem melhor nem pior que eles.

E a cada dia ocupa cargos até então exclusivos dos homens. Mas para isso tem que provar por a + b sua superação e inteligência.

As mulheres caminham avidamente para a conquista global! Já ocupam cargos políticos, são delegadas de polícia, dirigem ônibus enormes, levando 44 passageiros sentados, mais os que viajam em pé. Quem diria?
Que me perdoem os homens, mas nós, mulheres, somos indispensáveis!

Margot Carvalho